Como escrever um artigo científico

As dicas passadas aqui não são leis, mas apenas conselhos baseados em técnicas de redação e na minha própria experiência como autor, tradutor, proofreader, revisor e editor de textos científicos. É bom deixar claro que nada substitui o treinamento dado por um bom orientador, então este artigo não visa à formação de autodidatas, mas apenas ajudar alunos a começarem sua caminhada no maravilhoso mundo da publicação científica.

Para que serve um artigo?

Um artigo, no fundo, é um argumento. Ou seja, você não quer apenas contar aos leitores quais foram os resultados do seu trabalho. Você quer mesmo é convencer os leitores de que descobriu como funciona uma parte da natureza. Assim, elabore o seu artigo de maneira clara, explicando a originalidade e a relevância do seu estudo. Uma excelente pesquisa não-publicada é tão inútil quanto uma pesquisa que nunca foi feita.

Para quem estou escrevendo?

Definir claramente o seu público é essencial para escrever um artigo que faça alguma diferença na humanidade. Para tornar mais claros o formato e a linguagem a serem usados, pergunte-se sempre: por que estou escrevendo este texto, que história quero contar e para quem?  Aqui, vou supor que você quer escrever um artigo científico para uma revista revisada por pares, no qual você pretende comunicar uma descoberta, ou seja, você vai relatar a construção de conhecimento novo. Cabe a você definir então outros três pontos fundamentais para conhecer o público-alvo exato do seu artigo: (i) esse artigo está dentro do escopo de uma área menor dentro de uma ciência específica, de uma ciência específica como um todo ou interessa a todo e qualquer cientista? (ii) Qual grande problema eu tentei ajudar a resolver e quem também se interessa por resolvê-lo? (iii) Qual abordagem eu usei para resolver esse problema?

Autoria

Este tema é um dos mais espinhosos na ciência. Hoje em dia as coautorias espúrias têm se espalhado como uma praga. Já que concordo com os critérios de autoria exigidos pela Ecological Society of America, vou reproduzi-los aqui com algumas modificações. Considere que só merece ser autor de um trabalho quem: (1) fez contribuições substanciais para sua concepção e design, ou aquisição e análise de dados, ou interpretação de resultados; (2) esteve envolvido em elaborar o manuscrito ou fez críticas importantes ao seu conteúdo intelectual; (3) deu aprovação à versão final a ser publicada. Pode-se dizer até que (4) só é um co-autor de verdade quem é capaz de defender o trabalho em uma palestra ou pôster (pergunte a alguns super-professores que “publicam” 30+ artigos por ano, se eles seriam capazes de apresentá-los imediatamente, ali mesmo, no quadro negro, sem preparação…).

Aquisição de verbas, simples coleta de dados, empréstimo de equipamentos, identificação de espécies, sugestão de análises estatísticas, carona para o campo, tradução, revisão de manuscrito ou supervisão geral do grupo de trabalho não são justificativas aceitáveis para incluir alguém como co-autor, mas apenas para citação nos agradecimentos. Quem recebeu pagamento especificamente para fazer uma parte do trabalho, como um técnico de laboratório ou um tradutor, não precisa entrar nos agradecimentos, porque não fez um favor, mas sim um serviço profissional. A ordem dos autores deve refletir o quanto cada um contribuiu para a realização do trabalho. Porém, há quem prefira colocar sempre o orientador, investigador principal ou autor sênior por último.

A ordem dos autores é uma questão bem mais complexa, e eu mesmo não tenho uma opinião formada sobre as posições do segundo autor em diante. Só tenho certeza de que quem concebeu a idéia central do trabalho e trabalhou mais por ele deve ser o primeiro autor ou, no mínimo, o autor correspondente. Leia também um verbete interessante sobre autoria científica na Wikipédia.

A escolha da revista

É fundamental escolher bem a revista para a qual submeterá seu manuscrito. Antes de qualquer coisa, pense claramente sobre qual é o escopo do seu trabalho: qual é a ciência principal e a subárea às quais ele pertence, qual tipo de abordagem você usou e quais táxons serviram como modelo.

Depois de fazer essa reflexão, tente ranquear as revistas por qualidade, considerando seu escopo, sua reputação (ela já publicou muitas descobertas influentes na área?), seu alcance (a quantos países chega, se tem versão online, se é de acesso livre etc.) e também seu fator de impacto. Procure pedir a opinião de colegas também, para avaliar a parte subjetiva da qualidade da revista.

Tendo escolhido a melhor revista dentre as que poderiam potencialmente aceitar seu trabalho, escreva e formate seu manuscrito de acordo com as normas da revista (apesar de hoje só escrevermos em computadores, ainda chamamos as versões originais dos artigos de ‘manuscritos’). Veja se a revista tem arquivos-modelo para referências e estrutura de tópicos de Mendeley, Endnote, Reference Manager, Zotero ou BibTex, que facilitam enormemente o seu trabalho e diminuem a chance de erros.

O idioma

Escreva seu trabalho em inglês, que é a língua franca do nosso tempo, especialmente na ciência (veja outro artigo curto sobre isso). Assim, um número muito maior de pessoas de diversos países poderá ler seu texto e ele poderá ser bem mais útil. Na ciência não há lugar para nacionalismo, bairrismo ou xenofobia: não existem nações, mas indivíduos e suas idéias. A ciência é e sempre foi uma atividade internacional. Você já passou pela desagradável situação de descobrir que informações preciosas para o seu trabalho estão publicadas em um artigo escrito em uma língua restrita e que você não domina? Então não submeta seus colegas estrangeiros ao mesmo tormento. Publique idéias originais sempre na língua franca!

Tenha em mente que para ser um bom cientista você precisa dominar o inglês. Se ainda não o fez, corra para um bom curso na sua cidade e aprenda pelo menos a escrever em inglês. Tenha sempre à mão dicionários e livros da gramática inglesa e especialmente livros sobre redação científica. Recomendo especialmente o “Oxford Concise Dictionary of English” e os livros Strunk & White (2008) e Day (1998), dois clássicos. O Strunk & White (2008) é um manual prático para evitar erros de estilo ao escrever qualquer tipo de texto em inglês, sendo usado como referência obrigatória nos EUA e Inglaterra há mais de 50 anos. O livro do Day (1998) é mais voltado para o estilo científico de comunicação; ele aborda inclusive a elaboração de pôsteres, resumos e palestras.

Título

O título é negligenciado por muitas pessoas, por ser considerado apenas uma obrigação burocrática. Gravíssimo erro! O título de um artigo é como uma manchete de jornal: se ele não for atraente, os leitores nem se darão ao trabalho de ler o resto. Por isso, você deve fisgar o leitor pelo título. Se conseguir isso, ele lerá o resumo. Se gostar do resumo, olhará as figuras. Se gostar das figuras, lerá sua discussão. Se você vencer essas quatro etapas, então terá convencido o leitor a ver o trabalho todo e aí sim ele poderá ser útil.

O título deve ser conciso, informando de maneira direta o assunto do trabalho e o que ele tem de mais interessante. Se a revista fizer questão, talvez seja necessário incluir também informações sobre onde o estudo foi conduzido (país, eco-região, bioma etc.) e qual táxon foi estudado, no caso de trabalhos empíricos. Siga as normas também nesse caso, se houver. Importante: não se coloca ponto final em títulos! Você já viu manchetes de jornal com ponto final?

Também não caia na besteira de achar que um artigo deve ser feito como um filme de suspense, guardando-se a revelação para o final. Esse é um erro primário. Conte logo no título o que o seu trabalho tem de mais relevante e assim fisgue o leitor de cara. Você pode escrever o título por último, pois deve estar mais inspirado ao final da redação do artigo.

Ordem de escrita

Sugiro escrever o seu artigo ao contrário.

Mas, Marco, que maluquice é essa?! Trata-se do método “How to write backwards“, proposto pelo Dr. William Magnusson do INPA em um artigo na Ecology nos anos 1990.

Seguindo o conselho do Bill, mudei meus hábitos e hoje eu começo a escrever os meus artigos pelo primeiro parágrafo da discussão. Mas, Marco, porque logo essa parte? Porque é nesse parágrafo que você deve apresentar ao leitor a moral da história, ou seja, a mensagem principal que você deseja transmitir no artigo. Tudo no artigo gira em torno dela e todas as seções devem ser escritas tendo ela como norte.

Com base nessa moral da história, defino o esqueleto do paper, que nada mais é do que a estrutura de tópicos que embasam a argumentação. Aí então escolho quais resultados entrarão no paper, porque sustentam a moral da história, e quais resultados são supérfluos ou redundantes e podem ficar de fora. Depois, decido quais resultados serão apresentados como figuras, tabelas ou texto corrido. Capricho ao máximo na elaboração dessas figuras que vão de fato entrar no paper. Assim, logo depois de escrever da discussão, escrevo a seção de resultados, com base no esqueleto que norteou a discussão. Na seqüência, escrevo os métodos, seguindo a mesma estrutura. Só então escrevo a introdução, também tendo em mente os tópicos norteadores. Chegando nesse ponto escrevo o resumo, com foco nos objetivos e conclusões. Só então escrevo o título, focando em deixar a moral da história bem clara logo nessa “manchete de jornal“. Os agradecimentos eu vou escrevendo aos poucos, em paralelo com as outras seções, conforme me lembro de todas as pessoas e instituições que me ajudaram no projeto.

Discussão

Se um artigo fosse um boi, este seria seu filet mignon. É nesta seção que você apresenta suas interpretações para os resultados e argumenta sobre sua validade. A discussão é o cerne do artigo, o argumento novo apresentado: todo o resto serve para fundamentá-la. Os principais tipos de raciocínio que você vai usar aqui são a dedução e a indução. Dedução é quando você diz que, partindo de duas ou mais premissas, necessariamente se chega a uma dada conclusão. Indução é quando você usa as características de uma amostra para dizer quais são as características do universo de interesse como um todo.

Comece a discussão contando o que foi observado de mais importante no seu estudo. Faça no primeiro parágrafo um pequeno resumo sobre suas interpretações principais e diga o que discutirá em profundidade a seguir. Fisgue o leitor logo no começo com afirmações interessantes. Evite colocar frases desestimulantes, que desmereçam seu trabalho. Humildade e precaução são boas, mas não em excesso, senão viram um tiro no pé. Todo trabalho tem suas limitações e elas devem ser relatadas, porém sem serem enfatizadas demais. Por outro lado, se o seu trabalho tem limitações demais, então nem pense em publicá-lo: refaça-o. Nunca inclua citações no primeiro parágrafo da discussão, pois elas dão a impressão de que você não descobriu nada de novo, mesmo que isso não seja verdade.

Não re-apresente seus resultados dizendo “eu observei isso, eu observei aquilo”. Discuta se o padrão geral deles corrobora ou não suas hipóteses de trabalho. Não compare detalhes do seu trabalho com os de outros estudos, fazendo uma “discussão fofoca” (como diria o Gilson Volpato). Compare apenas os padrões gerais, quando necessário, para poder discutir quão gerais são esses padrões. Resultados contrários aos esperados não desmerecem seu trabalho, desde que você esteja seguro de ter feito boas perguntas, boas previsões e usado métodos adequados. Resultados negativos podem ser até mesmo mais importantes do que os positivos, dependendo do caso. Tome sempre cuidado com a lógica da argumentação. Quando mais longa for a discussão, maior  a chance de você se contradizer ou deixar confusa uma idéia.

Termine extrapolando suas interpretações para uma escala temporal ou espacial maior, para outras situações, ou para o sistema geral de interesse. Sempre discuta baseado nos seus resultados. Nunca discuta os dados de outros trabalhos como se fossem seus. Suas conclusões têm que estar amarradas aos seus próprios dados, senão viram especulações. Sugira linhas de investigação futuras, propondo claramente novas hipóteses que aprofundem o tema.

Resultados

Na ciência, é fundamental saber separar fatos de interpretações, por isso é importante diferenciar esta seção da discussão. Aqui, você deve apenas relatar os resultados que obteve, ou seja, os fatos observados.

Não compare seus resultados com os de outros estudos e nem os interprete. Só inclua tabelas e figuras que realmente ajudem a entender seu trabalho e ilustrem coisas difíceis de explicar com texto corrido. Dê especial atenção às figuras, pois elas são um dos principais chamarizes do seu artigo: faça-as com o maior capricho possível. Resista à tentação de incluir fotos da sua área de estudo, a não ser que ela seja muito peculiar ou totalmente inexplorada. Não inclua fotos ou desenhos dos organismos estudados, a não ser que se trate de um trabalho de descrição ou revisão taxonômica, ou então de organismos raros.

Faça os gráficos da maneira mais limpa possível; exclua informações desnecessárias. Se puder fazer um gráfico em 2D, não o faça em 3D só para ficar mais bonito. Evite rótulos de valores: o leitor não precisa ler todos os detalhes, mas apenas a tendência geral dos resultados. Evite excesso de casas decimais, pois isso é falsa precisão. Nunca se esqueça de dar nomes claros e concisos aos eixos. Use fontes grandes no títulos dos eixos. Lembre-se: o gráfico e a legenda juntos devem ser auto-explicativos, isto é, possíveis de serem entendidos sem se recorrer ao texto principal.

Para fazer uma boa legenda para as suas figuras, veja algumas dicas dadas por Kroodsma (2000).

Métodos

Esta é outra seção erroneamente negligenciada por ser considerada burocrática. Outro erro terrível. Aqui o leitor deve entender como os métodos escolhidos ajudaram a responder as perguntas propostas. A função desta seção é permitir a replicabilidade do estudo, ou seja, permitir que alguém o refaça e veja se chega a resultados similares. Uma seção de métodos deve ser como uma receita de bolo: diga quais ingredientes usou e como os misturou, mas não perca tempo explicando como funciona uma batedeira. Um trabalho só pode ser considerado científico se for replicável e testável. Depois de escrever esta seção, pergunte a um colega se ele saberia perfeitamente como repetir seu estudo. Caso use métodos já consagrados, não perca tempo explicando-os novamente em detalhes; cite a referência original.

Introdução

Esta seção serve para informar ao leitor qual é a área do conhecimento onde seu trabalho se insere, qual problema geral ele aborda, qual pergunta específica ele se propõe a responder, porque estudar esse tema é relevante e que resultados você esperava. Você precisa deixar claro qual quebra-cabeças está ajudando a montar.

Não fale demais, passando por tudo que acha importante: vá direto ao ponto. O leitor não precisa saber o quanto você é erudito. Ele precisa apenas entender qual é a relevância do seu trabalho e a que você se propôs exatamente.

O texto da introdução deve ter uma seqüência lógica e terminar introduzindo suas perguntas, hipóteses e previsões. Portanto, a introdução deve ter a estrutura de um triângulo invertido, começando com o geral (contexto teórico) e indo até o particular (objetivo). Não perca tempo descrevendo exaustivamente o táxon ou a área de estudo, pois na maioria das vezes isso é informação excessiva e irrelevante. Ao falar do táxon estudado, concentre-se em explicar porque ele é um modelo de estudo para a pergunta escolhida. Não cometa o erro mortal de encher sua introdução de clichês: se for destacar a relevância de algo, seja original e convincente.

 

 

Agradecimentos

Seja sucinto. Agradeça quem realmente contribuiu de maneira importante para o trabalho, mas não o suficiente para ser autor. Quem recebeu pagamento para alguma tarefa especifica, como técnicos de laboratório ou tradutores, não precisa entrar nos agradecimentos. Se você fez o trabalho quando estava em uma instituição, mas agora trabalha em outra, não se esqueça de dizer onde ele foi feito originalmente. Pode ser nos agradecimentos ou em outra seção específica que existe em algumas revistas. Mas seu endereço de contato, obviamente, deve ser o da instituição onde você trabalha atualmente.

Por fim, agradeça os seus patrocinadores, tanto os que deram as bolsas e salários quanto os equipamentos, informando os números dos processos, pois isso é uma forma de gratidão, ajuda na divulgação e manutenção dos patrocinadores, e permite também avaliar se havia conflito de interesses. Por exemplo, pode haver conflito de interesses quando uma industria farmacêutica patrocina uma pesquisa sobre a eficácia de um remédio que ela mesma fabrica. Algumas revistas têm uma seção espacial para informar os patrocinadores.

Referências

Liste nesta seção todos os trabalhos científicos que você tiver citado no artigo. Siga o formato da revista onde pretende publicar o trabalho. Se você souber como usar softwares bibliográficos (por exemplo, Mendeley, Endnote, Reference Manager, Zotero e BibTex), não hesite em empregá-los para construir as citações e a lista de referências, pois assim você poderá usar formatações e atualizações automáticas, poupando muito tempo e diminuindo a chance de erro.

Evite citar trabalhos demais, colocando várias referências para uma mesma idéia. Cite apenas quem propôs cada idéia originalmente ou quem a atualizou de maneira mais convincente. Sempre tem alguém que falou algo primeiro ou de uma maneira melhor. Se quiser dar exemplos de um tema amplamente estudado, limite-se a três no máximo. Citar vários trabalhos para uma mesma idéia não a torna mais confiável; torna apenas o texto mais chato de ler e o artigo como um todo mais caro de imprimir.

Evite citar “literatura cinza”: ou seja, trabalhos obscuros e difíceis de serem encontrados, como relatórios técnicos, monografias, dissertações e teses. Nunca, em hipótese alguma, cite resumos de congressos!

Último passo

Finalmente, quando você achar que o artigo está pronto, deixe-o na gaveta por uma semana ou mais. Pegue-o depois para revisar. O próprio Charles Darwin disse, em sua autobiografia, que após algum distanciamento nos tornamos ótimos revisores dos nossos próprios trabalhos. Só então peça a opinião de um colega de confiança e, de preferência, mais experiente, que (1) seja bom na área e bem crítico, (2) não seja invejoso e vaidoso demais e (3) que não vá roubar suas idéias.

Exemplo de artigo bem escrito

Para ver na prática um exemplo de um excelente artigo, leia o trabalho publicado por Holland et al. (2006) sobre orientação magnética em morcegos.

Exemplo de um artigo com um poder de síntese quase meta-humano

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Leituras fundamentais

Agradeço a diversos colegas que contribuíram com sugestões para este texto.

* Publicado originalmente em 2007 e atualizado constantemente.

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26 Replies to “Como escrever um artigo científico”

  1. Olá Marco

    Gostaria de tirar uma dúvida. Estou escrevendo um artigo a respeito de um trabalho que desenvolvi, em que meu orientador técnico é um professor universitário aposentado. Como posso adicioná-lo na listagem de autores? No caso, precisaria colocar a instituição e o departamento na qual cada autor pertence. Tem ideia de como fazer isso?

    Obrigado pelas informações

  2. Professor você é incrível, esses textos colaboram imensamente!
    Pra os que estão se dedicando a escrever é mais que um guia prático, é uma conversa franca sem os conselhos fajutos!!
    Valeu!

    1. Oi Patrick, é bom deixar claro que o estilo de redação científica varia até mesmo entre áreas da ciência. Portanto, as dicas que dou são enviesadas para as Ciências Biológicas, aliás, como quase tudo no meu blog, rs. Recomendo fortemente que você leia o livro do Prof. Volpato, se quiser se atualizar: Volpato GL. 2007. Bases teóricas para redação científica. Vinhedo: Scripta. 125 p. Um abraço!

      1. Valeu Marco!
        Tive aula/curso com o Volpato na UNESP. Comprarei este livro.
        Sei que os estilos variam. A Geografia Física, por exemplo, tem estilo diferente da Geografia Humana.
        No meu caso, como flerto com temas biológicos (biogeografia, geoecologia e geoprocessamento de dados biológicos), tenho que me manter ligado às áreas que você posta as dicas.
        Agradeço novamente

  3. Olá Marco,
    Acompanho o seu blog faz um tempo e aprendi bastante coisa.

    Tem um detalhe no seu texto sobre o título que eu acho estranho:

    “Se a revista fizer questão, talvez seja necessário incluir também informações sobre onde o estudo foi conduzido (país, eco-região, bioma etc.) e qual táxon foi estudado, no caso de trabalhos empíricos.”

    Colocar o local do estudo no título é pedir para seu artigo não seja lido. Até o taxon se possível é bom evitar de incluir no título. Não entendo porque revistas pediriam esse tipo de informação no título sabendo que internacionalmente vai “turn off” a maioria dos leitores.

    Bom era só isso,
    Abraços

    1. Renato, você tem toda razão, não faz o menor sentido colocar e, muito menos, pedir essas infos no título. Mas o fato é que algumas revistas, mesmo internacionais na área de EcoTrop, ainda pedem. Velhos costumes que demoram a cair. E se isso é norma da revista, tu não tem muito para onde fugir, infelizmente.

      1. Tem que fugir da revista se esta for a norma.

        A não ser que alguém está interessado naquele local em particular, ou taxon, o artigo vai cair no esquecimento

Comentários encerrados.