Pergunte-me o que quiser! (2ª edição)

Caros leitores do blog, está aberta agora a segunda edição do “Pergunte-me o que quiser!”.

Ano passado resolvi aderir a essa onda das perguntas livres e o resultado foi muito legal. Assim, vamos repetir a dose. Perguntem-me o que quiserem sobre a Jornada do Cientista, a ciência, a carreira acadêmica, a selva universitária e qualquer outro tema correlato.

Podem fazer suas perguntas através de comentários aqui neste post. Vou deixar os comentários abertos por tempo indeterminado.

Many People Thinking of Questions
Many colorful people stand in a crowd thinking of questions

Fonte da imagem: http://rightquestion.org/blog/inquiring-minds-4/

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41 respostas para “Pergunte-me o que quiser! (2ª edição)”

  1. Boa noite sr. Marco! Gostaria de saber o que o senhor diria a uma pessoa na faixa dos 20 anos, que ainda não ingressou em uma universidade, é extremamente curiosa mas não tem ideia do que fazer na vida por gostar de muitas coisas diferentes e ter vários sonhos diferentes. Ou seja, não viveu quase nada kkk

    1. Oi Lara, não se aflija, cada um tem um próprio caminho, a ser trilhado no próprio tempo. Meu primeiro conselho a você: um dos cientistas mais geniais que conheci ingressou na graduação em Biologia com 28 anos! E, apesar desse “atraso”, fez uma carreira sensacional. Portanto, “search your feelings”. Meu segundo conselho a você:

  2. Oi Marco! Comecei a trabalhar um pouco com rede de interação na graduação (no Rio Grande do Sul) e sigo trabalhando no mestrado (no Amazonas), estou no 1º ano. Agora que estou realmente lendo uma grande quantidade de artigos e outros materiais e tentando assimilar tudo de uma forma bem mais aprofundada do que na graduação. Tu tem alguma sugestão de livro que eu DEVERIA ler nesse momento, onde eu ainda me sinto “começando a trabalhar com redes”?
    Muito obrigada!

  3. Oi Lucas, sugiro priorizar as coisas nesta ordem: 1º tudo relacionado à tese; 2º estudo e leitura de um modo geral, inclusive em disciplinas ou fora delas; 3º projetos paralelos à tese. O mestrado passa rápido, muito rápido, rápido pacas! Uma das maiores tentações que pós-graduandos enfrentam são justamente os projetos paralelos, que são uma maravilha para perder o foco. Envolva-se com outros projetos, apenas se você e o seu orientador tiverem certeza de que a sua tese está mais adiantada do que o planejado. Não foque nas publicações: elas são uma consequência natural de projetos bem planejados e bem executados.

  4. Oi Marco! Faço mestrado em ecologia e nos momentos em que eu não estou trabalhando diretamente no meu projeto, dedico esse tempo ao estudo. Leio artigos, livros, treino algumas técnicas relevantes ao meu projeto e etc. Queria saber se nessa fase você acha que vale mais a pena o aspira se usar esse tempo para focar no aprendizado ou se deveria tentar dedicar a um outro projetinho que rendesse uma publicação e incrementasse o currículo? Digo isso pensando na disputa por uma vaga de doutorado, pos-doc …

    Abraço

    1. Oi Lucas, sugiro priorizar as coisas nesta ordem: 1º tudo relacionado à tese; 2º estudo e leitura de um modo geral, inclusive em disciplinas ou fora delas; 3º projetos paralelos à tese. O mestrado passa rápido, muito rápido, rápido pacas! Uma das maiores tentações que pós-graduandos enfrentam são justamente os projetos paralelos, que são uma maravilha para perder o foco. Envolva-se com outros projetos, apenas se você e o seu orientador tiverem certeza de que a sua tese está mais adiantada do que o planejado. Não foque nas publicações: elas são uma consequência natural de projetos bem planejados e bem executados.

    1. Oi Patrick, eu nunca estudei inglês formalmente, exceto por algumas aulas proforma no colégio, quando era criança. Aprendi sozinho, jogando videogame, ouvindo músicas e assistindo filmes. Depois estudei gramática por conta própria. Minha maior deficiência é a falta de prática de campo, pois nunca morei num país anglófono. Um abraço!

      1. Videogames são umas das melhores formas de aprender inglês. Quais você jogava? Eu aprendi muito jogando Fallout (1 e 2) e Baldur’s Gate – jogos com muito diálogo em que escolher a frase certa literalmente salva a vida, rs.

        1. Oi Pavel, nosso, eu joguei videogame minha vida inteira. Comecei no Telejogo de uma prima e atualmente estou com um PS4 em casa, rs. Os jogos que mais me ajudaram era os adventure e RPG daquela época, como Starflight.

      2. Marco, grato pela resposta.
        Você consegue se virar* na escrita?
        Como você avalia (já tem essa opinião?!) o conhecimento de inglês dos docentes das universidades brasileiras?
        Agradeço novamente.

        (*i.e., não precisa da revisão, por um profissional, aos seus artigos).

        1. Oi Patrick, sim, consigo. Inclusive tenho uma empresa de tradução científica em sociedade com a minha esposa. O conhecimento de inglÊs dos docentes brasileiros varia muito. Naturalmente, tenho mais contato com docentes da área de biológicas, então não posso falar das outras. Diria que poucos têm um inglês realmente fluente na fala e na escrita, mas a maioria sabe ler bem nesse idioma.

  5. Oi Marco,
    Gostaria de saber sua opinião sobre a forma de seleção dos professores universitários/pesquisadores aqui no Brasil.
    Por aqui, a forma de seleção é bem diferente da Europa ou dos EUA, ex: https://dynamicecology.wordpress.com/2013/09/19/advice-how-north-american-faculty-position-search-committees-work/
    Eu fico com a sensação (e pelo que conversei com outros colegas, não só minha) de que a seleção em países desenvolvidos é muito mais “madura”, já que envolve uma avaliação qualitativa, é feita por todo um departamento, e assume honestamente a subjetividade do processo.
    Aqui no Brasil, por outro lado, parece que a seleção visa uma objetividade que não existe, uma quantificação (somatório de pontinhos) que pode levar à desconsideração da qualidade dos candidatos, e é feita por três membros apenas.
    É claro, existem muitos tons de cinza na seleção de professores no Brasil, e por baixo dos panos ela talvez seja similar à America do Norte. Mas então por que não assumir isso, e mudar a forma de seleção?

    Enfim, acho que deu pra pegar a ideia do meu comentário. Queria saber se você pensa que a seleção aqui no Brasil é justa, e se acha que é melhor/pior do que em outros países.

    Abs

    1. Eu concordo contigo: concursos para professor no Brasil não fazem o menor sentido. Parte-se da premissa de que todos os envolvidos (casa, banca e candidatos) são criminosos perigosos tentando lesar uns aos outros e ao Estado, o que torna o processo todo parecido com uma gincana de loucos, que finge ser objetiva mas está cheia de fatores aleatórios, mesmo quando é honesta. A subjetividade está lá em todas as etapas, mas tornamos o formato cada vez mais burocrático, para fingirmos para nós mesmos que estamos sendo objetivos e impessoais. O mais triste é que provavelmente não adiantaria mudarmos apenas o formato dos nossos concursos, sem que mudássemos o sistema universitário como um todo, incluindo o probatório “proforma”, as avaliações anuais com sarrafo baixo demais, a concessão de verbas baseada em quantidade e não qualidade, e a progressão fácil na carreira.

  6. Oi Marco,
    Adoro esses ask-me-anything, rs.
    Queria perguntar sua opinião sobre duas coisas!
    – O papel da extensão universitária, e quem deve ser responsável por fazê-la (considerando a realidade do Brasil, não um mundo no qual seriam contratadas pessoas especificamente para esta função… Bem que às vezes são, tipo no dep. de apoio a educação ambiental na UFSCar, mas é raro). Eu tenho visto quase exclusivamente pessoas da graduação se envolvendo nesses projetos, sendo que muitas vezes pós-graduandas/os teriam muito mais a contribuir.
    – E sobre pesquisa: Você acha que pode haver um tradeoff entre publicar artigos e produzir conhecimento? Ou seja, na nossa busca por publicar cada vez mais, começamos a evitar riscos e inovações e a seguir sempre a mesma receitinha, e ao invés de pensar “O que será que esses dados nos dizem?” ou “Qual seria a melhor explicação para tal fenômeno?” pensamos “Como posso convencer os revisores a aceitarem meu artigo?”. Tenho pensado bastante nisso ultimamente.
    Abraço!

    1. Oi Pavel, como diria o Minecraft, vamos por módulos. (1) Extensão universitária é fundamental e quais profissionais se dedicam mais a ela é algo que varia muito entre as áreas. Além disso, é bom considerar que extensão envolve uma variedade gigante de coisas, por exemplo, consultoria, divulgação científica, cursos abertos à comunidade extramuros, assessoria para escolas, atendimento médico para a população, entrevistas para jornalistas etc. Por exemplo, na Medicina, Direito, Engenharia e Odontologia professores e aspiras fazem extensão juntos em qualidade e quantidade em quase todas as universidades públicas e em muitas particulares. Às vezes a gente se esquece disso, pensando que a Biologia é o mundo. 🙂 Bom, no nosso caso específico, a Ecologia, uma boa forma de professores fazerem extensão é perderem o medo de darem entrevistas para jornais, radios e TV sobre assuntos técnicos que dominam. É arriscado? Sim! O jornalista pode distorcer o que você falou? Sim! Mas é fundamental tirar as dúvidas da sociedade via imprensa, especialmente no caso de desastres como o de Mariana, ou questões de amplo interesse político, como as mudanças no Código Florestal. (2) Na verdade, esse dilema só existe para os cientistas inexperientes, de personalidade fraca ou que fazem ciência descontextualizada do esforço intelectual internacional. Quem trabalha orientado por padrões mundiais de qualidade e tem uma linha de pesquisa sólida não está nem aí para a quantidade, acaba publicando melhor do que a média, atende a numerologia da Capes por tabela e faz uma boa reputação colocando tijolos importantes nas paredes científicas que interessam a pessoas do mundo inteiro. Acredite: se você focar em fazer ciência orientada por hipóteses, frameworks e teorias, não apenas vai sobreviver à essa pressão, como vai vencê-la sem nem se dar conta.

      1. Adorei o “como diria o Minecraft”, rs.
        [1] De fato, eu tinha esquecido das outras formas de extensão… Legal!
        [2] Bom saber disso! É que eu tenho visto docentes experientes focando tanto em passar o artigo pelos revisores que não vejo a preocupação com a produção de conhecimento de fato. Mas posso estar enganado. Espero muito que eu esteja! 🙂 De qqr modo não pretendo cair nessa cilada (Bino).

        1. Oi Pavel. Na verdade, o esforço para convencer editor e revisores é muito importante também. Uma coisa não exclui a outra. Você precisa, sim, focar em elaborar projetos relevantes e fazer descobertas interessantes, mas isso não basta. Depois você tem que ralar para escrever de forma convincente. São etapas de um mesmo processo. 🙂

  7. Olá Marco, parabéns pelo blog, acompanho vc já há alguns nos.
    Aqui vai minha pergunta, eu terminou meu doutorado no ano de 2017, atualmente estou num sanduiche nos EUA, sei que as opções após a defesa serão de pós-doc ou pós-doc, até conseguir passar num concurso. Quais as dicas vc pode dar pra quem se encontra na minha situação ? abraços

  8. Olá Prof. Marco, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo blog, que já acompanho a algum tempo. Bem, não sei se isso é relevante, mas a minha área de atuação é a Física, não a Biologia, estou no 2º período, na Universidade Federal do Espírito Santo, comecei o curso ainda este ano.

    Não sei se isso é permitido, mas tenho duas perguntas:

    1- Por acaso a publicação do seu livro ainda deve demorar muito?

    2- No momento eu faço Licenciatura, mas depois pretendia fazer mestrado e doutorado, para ingressar na pesquisa mesmo. Existe algum tipo de “preconceito” na Academia, contra pessoas que não são oriundas do Bacharelado?

    Muito Obrigado pela dedicação.

    1. Oi Fernando, obrigado por ler o blog. Como diria o Lego, vamos por blocos. (1) Espero que não, rs. Ainda estou esperando sair o registro de propriedade intelectual para botar o livro no ar. Depois disso, não deve demorar muito. (2) Nenhum preconceito. Na verdade, na hora de fazer pós-graduação, muitos cursos permitem até mesmo que você venha de outra área completamente diferente. O negócio é voce conseguir passar na prova de seleção, sem ter feito as disciplinas de base do bacharelado. Mas isso, na verdade, depende mais do estudo que você fizer por conta própria.

  9. Olá Marco! Descobri muito recentemente esse blog e sou novo por aqui ainda. Gosto bastante do conteúdo e fico feliz com essa abertura para que possamos fazer perguntas sobre a carreira acadêmica.

    Minha pergunta é: Você teria dicas de como escolher um bom orientador ou orientadora para pesquisa? Quais são as características que devo buscar?

    E caso sobre tempo: Você tem alguma palpite sobre o futuro das universidades públicas e financiamento público de pesquisas com o novo governo federal no Brasil? Aqui na UNESP em SP o discurso do reitor e novos candidatos tem sido o de procurar novas formas de financiamento, com parcerias privadas e etc. Nosso Governador do Estado teve um certo embate com a FAPESP por tratar pesquisa básica como algo inferior. Me parece que o futuro vai ser cada vez mais de cortes no ensino público e se isso ocorrer, imagino que o impacto na carreira de pesquisador vai ser grande, mudando algumas direções talvez.

  10. Marco,
    as vezes entro em grandes discussões com colegas cientistas pelo motivo de serem céticos e adotarem o método cientifico em suas áreas de pesquisa mas aceitam pseudociências relacionadas a outras áreas.
    Em outras palavras, biólogos que defendem ferrenhamente a teoria da evolução pela seleção natural, mas não fazem nada sem consultar o horoscopo do dia ou aceitam ser “medicados” pela homeopatia ou acupuntura. Tem até quem acredita que aquecimento global não é agravado pelas atividades humanas…
    Minha pergunta pra você é: Na sua concepção de cientista, você vê algum problemas quando cientistas são céticos apenas nas suas próprias pesquisas mas não nas outras áreas do conhecimento?

    1. Erison, na verdade, isso é da natureza humana. Ninguém tem apenas uma faceta; todos nós somos “legião”. Assim, em uma mesma pessoa podem conviver um cético e um supersticioso. São gavetas separadas do mesmo armário mental. É isso que permite que alguns cientistas sejam religiosos, sem prejudicar a ciência que eles fazem. E essa multiplicidade não se aplica apenas ao binômio ciência/religião, mas a todas as interfaces entre as cinco grandes culturas humanas: ciência, filosofia, religião, arte e esporte. O ponto é que não tem problema cultivar várias gavetas. O problema é misturar as gavetas, por exemplo, usando um dogma religioso como postulado de uma teoria científica. Ou planejando mal um experimento e depois tendo que rezar para ele dar certo, rs. E, sim, cientistas podem não ser céticos em todos os aspectos da vida, mas precisam ser céticos em todas as áreas da ciência.

  11. Marco,como você faz para proteger o seu tempo de escrita de artigos/projetos das demandas diárias que a universidade/colegas/outras atividades nos impõe? Você leva trabalho prá casa ou mantém a rotina da universidade na universidade?

    1. Walter, eu controlo relativamente bem o meu tempo, usando meu senso inato e também partes do método Getting Things Done. Contudo, infelizmente, sempre acabam aparecendo surpresinhas burocráticas que roubam horas preciosas. Na prática, é impossível não levar um pouco de trabalho para casa, mas tento limitar esse extra a 10 h/semana, no máximo. Trabalho entre 50 e 60 h/semana, somando tudo. Bom, o que você pode fazer é ser extremamente disciplinado com a parte sobre a qual você tem controle. Assim, você perderá tempo apenas por culpa dos outros, não por sua culpa. Com relação ao tempo que reservo para cada atividade, inclusive escrever artigos, eu divido os horários da minha semana em tipos de atividades. Assim, sei, por exemplo, que toda segunda-feira de manhã é dia de ler novos artigos, e toda terça-feira de manhã é dia de escrever artigos.

    1. Oi Felipe, na minha opinião, através de um bom treinamento com quem sabe fazer isso bem. Eu sou a favor de contratarmos mais professores com perfil de divulgador de ciência nas universidades, que poderiam preencher essa lacuna. É só pensar, por exemplo, que a cátedra do Richard Dawkins em Oxford era de divulgação científica, não de pesquisa ou ensino.

      1. Legal demais. Concordo plenamente que temos que ter profissionais com esse perfil. E não necessariamente um biólogo, um bom comunicólogo também seria interessante de se fazer parceria. Temos alguns exemplos dentro do ICB de laboratórios que são parceiros de profissionais da comunicação para poder “contar a história” de forma mais adequada.
        Grande abraço

  12. Olá, Marco.

    Eu gostaria de saber o que te atraiu na vida científica?
    Qual foi o grande momento em que você decidiu que seria um cientista?

    Um abraço,
    Lucas Palhão

    1. Oi Lucas, eu sempre quis ser cientista, desde criança. Mas o que reforçou minha convicção foram as aulas de um excelente professor de óptica que tive no colégio e também a leitura da Ciência Hoje e da Superinteressante.

      1. A “Ciência Hoje” não me lembro, mas a Superinteressante eu já assinei e gostava muito!

        Mas olha só o poder de um bom professor! Quem dera todos os professores fossem capazes de inspirar seus alunos.

        Obrigado por satisfazer minha curiosidade 🙂
        Abraço!

        1. Esse professor de Física era excelente. Ele não apenas nos passava o conteúdo de Óptica, mas principalmente nos ensinava a raciocinar de maneira científica e contava vários causos sobre a história da ciência. Muito inspirador! Ele se chamava Ricardo, mas nunca soube seu sobrenome. Nós o apelidávamos de Rivelino, por causa do bigode, rs. Voltando à Ciência Hoje, ela ainda existe também. Dê uma olhada aqui: http://www.cienciahoje.org.br/revista/ch. É a única revista de divulgação científica que aceita artigos escritos pelos próprios cientistas e não apenas por jornalistas científicos. De vez em quando submeto artigos para ela.

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