Sobrevivendo ao ensino superior no coronamundo

Pois é, pessoal, o novo coronavírus está aí e vai demorar para chegarmos a uma convivência tranquila com ele. Enquanto isso, o que podemos aprender com as experiências do primeiro semestre de 2020?

Alerta: este é um post longo. Portanto, para facilitar a sua vida dividi-o em 11 capítulos. Leia-os aos poucos, se for melhor para você. Basta usar o índice a seguir:

Índice:

Prólogo: Bem-vindos ao coronamundo!

As nossas vidas já mudaram, como em toda pandemia. Entramos em uma longa fase de transição até uma nova realidade. Agora você precisa fazer uma escolha: mudar junto com o mundo ou sofrer por resistir à mudança.

Isso vale também para as nossas práticas acadêmicas. E olha que, como sempre discutimos aqui no blog, ser professor universitário não é fácil. Temos que equilibrar vários pratos em varetas ao mesmo tempo: ensino, pesquisa, orientação, extensão e gestão.

O prato do ensino está balançando mais do que o normal. Do dia para a noite, fomos forçados a migrar do mundo real para o virtual. Pior que a maioria de nós nunca recebeu treinamento algum em ensino remoto. Logo, o que tivemos que fazer equivale a trocar o pneu com o carro em movimento. Só que o carro está em chamas. E o estepe é feito de algodão.

Bom, o carro precisava continuar a viagem, porque não sabemos quanto tempo esta fase de transição vai durar. Felizmente, agora chegamos até a primeira parada: as férias de inverno.

Enquanto respiramos um pouco, podemos refletir sobre o que vivemos neste primeiro semestre. Podemos também compartilhar problemas e soluções com os colegas cujas universidades suspenderam as aulas e as retomarão em formato remoto só a partir de agosto.

Narro aqui a minha experiência pessoal. Este post é um resumo do que eu mesmo vivi agora no calor da batalha, do que venho estudando sobre EAD e MOOC desde 2018, do que conversei com colegas do mundo todo, dos relatos que li nas redes sociais e do que discutimos nas lives do blog. Adoraria conhecer as opiniões de vocês nos comentários.

Mas antes vamos partir de algumas premissas:

  1. Estamos vivendo uma adaptação a uma pandemia e não uma mudança global espontânea para o ensino remoto. Logo, ninguém está 100% bem, emocionalmente falando, e muitos não estão fisicamente bem;
  2. Nem todo aluno tem internet de fibra óptica e notebook de última geração em casa para uso individual. Muitos não têm sossego em casa para estudar na hora que preferirem. Logo, não se esqueça de levar isso em conta;
  3. Ponderando fatores pessoais, infraestruturais e socioeconômicos, cada universidade tomou a decisão imediata de suspender as aulas ou migrar para o mundo virtual. Logo, os professores que passaram pela batalha do primeiro semestre podem compartilhar suas experiências com aqueles que vão encarar uma batalha similar no segundo.

Ok, tendo isso em mente, quais lições para o ensino superior podemos tirar até o momento?

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Capítulo 1: Cuide primeiro de pessoas e não de disciplinas

Disciplinas não são feitas apenas de aulas, avaliações e material didático, mas, acima de tudo, de pessoas. E pessoas estão sob extraordinária pressão emocional na pandemia.

Considerando então essa pressão, antes de qualquer coisa, procure saber como estão os seus alunos. Abra múltiplos canais de comunicação com cada turma. Não se esqueça de que muitos jovens millennials e iGen hoje preferem se comunicar por texto do que por voz. Logo, use e abuse das ferramentas de chat de cada plataforma. Mas abra também canais para lives e videochamadas. Ofereça atendimento individual para quem desejar. E sempre mantenha esses canais dentro dos meios oficiais da disciplina, evitando compartilhar telefone com alunos ou tornar a interação pessoal demais.

De qualquer forma, antes de interagir com seus alunos e acolhê-los, verifique se você realmente está bem. Tente ajudar quem você puder, da forma como puder, mas apenas depois que você colocar a sua máscara de oxigênio.

E, depois disso, se você notar que algum aluno possa estar em sofrimento patológico, soe o alarme para os seus superiores e comissões de ensino. Ative também os protocolos institucionais de acolhimento da sua universidade. A menos que você tenha treinamento formal em psicologia ou psiquiatria, tentar resolver os problemas pessoais dos seus alunos pode mais atrapalhar do que ajudar. Tome cuidado para não cair em armadilhas do ego.

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Capítulo 2: Cada pessoa está reagindo de um modo diferente

Pessoas diferem entre si em traços de personalidade. Um dos traços mais importantes em um cenário de isolamento social é o grau de extroversão. No geral, introvertidos parecem estar sofrendo menos do que extrovertidos.

Contudo, outros fatores contribuem para o bem-estar de cada pessoa. Para começar, todos estamos vendo a morte bem mais de perto, o que eleva consideravelmente nosso medo e ansiedade. E tampouco podemos recorrer às nossas válvulas de escape costumeiras, como ir à praia pegar onda. Além disso, no caso de quem tem alguma psicopatologia, a terapia online pode não estar sendo tão eficiente quanto a presencial.

Por causa de todas essas diferenças e fatores, cada aluno está sentindo o baque à sua maneira. Portanto, seja flexível com metas e prazos. Não padronize demais suas expectativas. Evite aplicar punições desnecessárias. Foque nos incentivos e recompensas, sem pressão. Até mesmo porque todos já estamos sob pressão demais fora da sala de aula, podemos transformar as nossas disciplinas em pequenos santuários castálicos.

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Capítulo 3: Pandemias acentuam desigualdades

Além das diferenças de personalidade, há diferenças socioeconômicas cruciais a serem consideradas. Especialmente em um país tão absurdamente desigual quanto o Brasil.

Essas desigualdades foram acentuadas por pandemias passadas e o mesmo está se repetindo na atual. Os sinais são especialmente preocupantes no que se refere aos indígenas, mulheres, negros e moradores de preferias e favelas. Pessoas desses grupos, que estão buscando se estabelecer na carreira acadêmica, sofrerão enorme desvantagem na competição por bolsas, empregos e auxílios.

Caso você ocupe uma posição de privilégio ou poder, pense no que pode fazer para ajudar alunos em desvantagem. Em uma carreira mega-competitiva, qualquer obstáculo pode tirar uma pessoa da corrida. Contudo, uma ajuda pessoal ou institucional dada por quem está no comando pode fazer toda diferença.

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Capítulo 4: Ensino remoto emergencial não é EAD de verdade

Nas universidades que mantiveram as aulas online, o jeito foi partir para o ensino remoto emergencial. Ou seja, improvisado e focado em fazer o que era possível, do dia para a noite. A qualidade variou enormemente entre disciplinas, dependendo do escopo de cada uma, do treinamento prévio dos professores e das condições de trabalho que professores e alunos têm em casa. Isso é muito diferente do que fazemos em formatos remotos bem estruturados e planejados a longo prazo, como o ensino à distância (EAD) ou os cursos abertos online em massa (MOOC).

Portanto, foi especialmente sábio, nesse primeiro momento, as universidades terem dado liberdade para cada professor buscar suas próprias soluções. Agora chegou o momento de trocarmos experiências e fazermos o balanço dessas soluções, porque teremos que encarar pelo menos mais um ou dois semestres online. Pelo que estamos vendo, as soluções e ferramentas mais adequadas variam com o escopo da disciplina e o tamanho da turma, além de seu perfil demográfico.

De qualquer forma, se você não manja nada de ensino remoto, agora é hora de estudar pelo menos o básico. Se você manja, então pode ajudar seus colegas na adaptação. Existem excelentes técnicas usadas em EAD e MOOC que podem ser aproveitadas no ensino remoto. Veja o que rola em plataformas como Coursera, Udemy e Alura, por exemplo. Faça algum curso em uma dessas plataformas para se familiarizar com as técnicas.

Como o EAD é um tema que desperta paixões pró e contra, quero deixar bem claro que a ideia não é converter para sempre todas as universidades em grandes portais EAD. Todos os cursos do ensino superior dependem em algum grau de aulas práticas presenciais. Alguns, como Biologia e Medicina, dependem enormemente de práticas de campo, laboratório, hospital etc.

Isso sem contar que nada substitui o contato diário presencial entre professores e alunos, através do qual muitos ensinamentos sobre a carreira são passados e oportunidades são apontadas. A meta é salvar os próximos semestres da melhor forma possível, enquanto a pandemia não arrefece artificial ou naturalmente.

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Capítulo 5: A retenção de atenção é cada vez menor

É notório que a capacidade de manter a atenção vem diminuindo de geração em geração. Na verdade, mesmo as pessoas das gerações mais velhas também estão perdendo a concentração. Aqui não quero discutir as causas desse fenômeno, estudadas por cientistas no mundo todo, mas sim focar nas suas consequências práticas.

Partindo desse pressuposto e seguindo o estilo dos melhores cursos MOOC, procure estruturar as suas disciplinas em blocos curtos de tarefas. Isso vale para tudo, incluindo videoaulas, quizzes, tutoriais, leituras, práticas e demais atividades. Naturalmente, o tempo exato de cada bloco varia em função de se tratar uma tarefa ativa ou passiva, síncrona ou assíncrona. E o número e formato dos blocos varia em função do escopo e do objetivo da disciplina.

Para dar um exemplo prático, no caso das videoaulas, divida o conteúdo do que seria uma aula presencial em blocos coerentes de no máximo 5 mim. Todo tema grande é feito de temas menores, que podem ser identificados e roteirizados. Já no caso dos roteiros de práticas, você pode supor que os alunos focarão na atividade por 30 min ou até mais de cada vez.

Algumas plataformas, como o YouTube, calculam automaticamente estatísticas que medem a retenção de atenção. Note que, em média, as pessoas não assistem um vídeo por mais do que 5 min de cada vez. Logo, quando uma videoaula é mais longa do que isso, os alunos acabam assistindo-a aos pedaços. Facilite a vida deles, planejando pedaços realistas.

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Capítulo 6: Não dá para planejar uma disciplina remota sem conhecer os seus alunos

Só é possível desenhar uma boa disciplina remota, se você souber ao menos qual é a porcentagem de alunos em cada turma que têm internet decente em casa. Também é importante saber quais plataformas online e gadgets os seus alunos mais usam no dia a dia.

Alguns podem preferir assistir videoaulas não no notebook, mas no tablet, videogame ou smartTV. Sim, até eu que sou geração X prefiro assistir a videoaulas no meu bom e velho PS3. Pergunte aos seus alunos e seja flexível. Adapte-se aos meios e hábitos das novas gerações.

Além de procurar entender melhor meios e hábitos, pesquise as condições socioeconômicas de cada turma. Como são as condições de estudo que os seus alunos têm em casa? Quantos deles são cuidadores de crianças, idosos e deficientes? Quantos deles dominam habilidades essenciais a uma determinada disciplina, como por exemplo leitura em inglês, análise estatística ou programação?

Por isso, preste atenção aos relatórios enviados pelas comissões de ensino da sua instituição. Algumas delas fazem um ótimo trabalho em levantar dados sobre as condições sociais, econômicas e emocionais dos alunos antes e durante a pandemia.

De qualquer forma, independente de você ter ou não acesso a relatórios gerais desse tipo, passe questionários online (por exemplo, no Google Forms) e converse com os seus alunos no começo de cada disciplina. Faça adaptações nas atividades, conforme a realidade de cada turma.

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Capítulo 7: Evite atividades que exijam a instalação de programas

Hoje há excelentes plataformas de trabalho individual ou colaborativo online, como Moodle, Classroom, Zoom, YouTube, Meet, Slack, Trello, GitHub, Docs, Planilhas, Formulários e afins. E muitas delas funcionam apenas no navegador, sem necessidade de instalação local de programas.

Não precisar instalar e configurar programas torna tudo menos estressante e mais eficiente. Sabe as disciplinas presenciais que envolviam práticas de computador? Lembra quanto tempo a gente perdia com problemas técnicos, antes de conseguir começar cada atividade? Pois é, imagine ter que resolver esses problemas à distância, fazendo chat ou videochamada com cada aluno. Imagine isso numa turma de 40, 60 ou 80 alunos?

Um exemplo prático: por que pedir para os alunos usarem o MS Excel, quando eles podem recorrer ao Google Planilhas? Por que pedir que usem o Latex, quando podem usar o Overleaf? Quase sempre dá para encontrar soluções simples e gratuitas.

A não ser que o equivalente online não tenha exatamente aquela função específica de que você necessita. Se tiver mesmo que bolar uma prática que exija instalação de programas, coloque na conta uma bela fatia de tempo para troubleshooting.

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Capítulo 8. Respeite o tempo semanal reservado à sua disciplina

Aqui no Brasil temos o péssimo hábito de achar que quantidade é o que importa. Tanto que um problema recorrente nos cursos de graduação e pós-graduação de todas as universidades é a sobreposição de atividades em sala e para casa entre disciplinas.

Alguns professores egocêntricos acabam pressupondo que a disciplina deles é a única pipoquinha doce do saquinho rosa. Assim, solapam os alunos com tarefas, ignorando o fato de que eles também estão cursando outras disciplinas, fora os estágios e demais atividades.

Talvez esta seja uma boa oportunidade para quebrar esses velhos vícios. Que tal começarmos a focar na qualidade das tarefas e a respeitar o tempo alheio? Se originalmente a sua disciplina deveria ocupar 4 h do tempo dos alunos por semana, entenda que é crucial respeitar esse limite. Na hora de bolar atividades síncronas ou assíncronas com os seus alunos, imagine que a soma delas não pode ultrapassar esse limite em hipótese alguma.

Além disso, lembre-se de que estamos vivendo uma catástrofe sanitária, social, política e econômica. Portanto, todos estão passando por diferentes dores e sofrimentos, o que diminui muito a produtividade. Na prática, considere um tempo total semanal menor do que o original. E dê um prazo maior do que o normal para eles fazerem as atividades.

Um colega e eu, por exemplo, acabamos de dar uma disciplina de graduação de 60 h, dividida em 4 h por semana. No meu bloco, elaborei o conjunto de atividades ativas e passivas de cada semana, estimando que juntas elas ocupariam em média 3 h de cada aluno. E dei um prazo de 72 h para os alunos fazerem essas atividades em cada semana.

Pense em fazer algo assim para aliviar a carga dos seus alunos. Lembre-se de que muitos têm apenas um computador em casa, compartilhado com a família. Lembre-se de que muitos estão se desdobrando em mil tarefas domésticas. Lembre-se de que muitos têm filhos para cuidar. Assim, foque em bolar atividades excelentes, que entreguem mais aprendizado em menos tempo. Disciplina boa transmite conhecimento, não sofrimento.

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Capítulo 9. Misture tipos de atividades e crie uma rotina

Existe toda uma discussão acalorada sobre o que seria melhor para o ensino remoto: pedagogia ativa ou passiva, atividades síncronas ou assíncronas.

Vamos esclarecer o jargão. Pedagogia ativa é aquela baseada no protagonismo do aluno, envolvendo por exemplo aprendizado orientado por projetos, aprendizado com os pares e classe invertida. Pedagogia passiva é aquela baseada na transmissão vertical do conhecimento do professor para o aluno, por exemplo, em aulas expositivas (“cuspe e giz”). Atividades síncronas são aquelas que todos fazem juntos, ao vivo, como em uma aula no Zoom. Atividades assíncronas são aquelas que cada aluno faz sozinho no seu tempo, como em videoaulas gravadas no YouTube.

Hoje a pedagogia ativa é considerada pelos especialistas como o formato que deve predominar na maioria das disciplinas do ensino superior, especialmente as remotas. Mas é sempre bom planejar alguma porcentagem de atividades passivas para equilibrar o esforço exigido dos alunos.

Já na questão da sincronia, há vantagens e desvantagens em cada caso. Por um lado, atividades síncronas criam um sentimento de turma e geram acolhimento, fundamental para os alunos que estão sofrendo com a solidão. Isso pode dar a motivação que faltava aos extrovertidos.

Por outro lado, atividades assíncronas favorecem os alunos introvertidos, que preferem viver em seu mundo interior e imprimir seu próprio ritmo ao aprendizado. Elas também favorecem alunos mega-ocupados em casa, por exemplo cuidando de crianças, que lutam para criar pequenas janelas de tempo para o estudo.

Há ainda muitos outros pontos a se considerar nessas comparações. Portanto, como de costume, sugiro seguir pelo caminho do meio. Use um mix de pedagogia ativa e passiva, síncrona e assíncrona, balanceado de acordo com o escopo da disciplina e com o que você levantou sobre o perfil demográfico da turma.

Além disso, se você optar por uma predominância de atividades assíncronas, evite flexibilidade total. Se a sua disciplina era originalmente organizada em semanas, mantenha prazos semanais para os blocos de atividades. É melhor para a saúde mental dos alunos eles terem uma rotina do tipo “segunda eu cuido de EcoAnimal, terça de EcoVegetal, quarta de EcoPop”.

Rotina gera estrutura, estrutura gera disciplina, disciplina gera segurança emocional.

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Capítulo 10: Ouça os jovens

No ensino superior, a grande maioria dos alunos tem entre 16 e 30 anos de idade, mesmo que haja alguns mais velhos. Portanto, ouvir os jovens é fundamental para ser um bom professor.

Ainda mais agora, nesse contexto do ensino remoto emergencial. Isso porque as gerações millennial e iGen, além da α que ainda não entrou na universidade, usam plataformas e gadgets muito diferentes dos usados pelas gerações X e boomer, que predominam entre os professores. Atualmente, no ensino superior, a transição comportamental e tecnológica entre os mundos dos alunos e dos professores está nas mãos dos millennials, uma geração dividida quase meio a meio entre as duas classes.

Bom, considere que as diferenças são ainda mais profundas do que isso. Por exemplo, os jovens de hoje curtem mais aprender por vídeos do que por textos. E eles gostam da sensação de “barra de progresso” em uma atividade, como nos games, para saber se ainda falta muito ou pouco. Da mesma forma, eles curtem sistemas de micro-recompensa. Não é à toa que plataformas de cursos MOOC são muito mais populares entre eles do que as aulas de cuspe e giz.

Logo, pergunte aos seus filhos, enteados, sobrinhos, netos e primos adolescentes quais formatos de cursos eles acham mais estimulantes e quais gadgets e plataformas eles curtem mais usar.

Sei que mudar a própria pedagogia é difícil. Somos professores treinados ainda no século XX, com métodos do século XIX, para dar aula no século XXI. Você não precisa repensar completamente o seu jeito de dar aula, mas adapte-se pelo menos um pouco.

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Capítulo 11: Desapegue-se

Essa é uma lição que serve não só para o ensino no coronamundo, mas para tudo na vida. Não adianta ficar saudosista com o mundo de antes de março. O mundo já mudou e não vai esperar passar a sua crise pessoal. Aproveite enquanto as cartas ainda estão sendo re-embaralhadas para mudar o seu jogo.

Em alguns casos, o desapego tem uma dimensão concreta. Por exemplo, talvez você seja responsável por uma disciplina que envolva práticas de campo. Disciplinas assim são fundamentais para a formação de biólogos, ecólogos e geógrafos, entre outros profissionais da área ambiental. Mas, infelizmente, não há como uma disciplina dessas rolar antes de termos mais segurança. O jeito é colocá-la em standby.

Lembre-se do Programa de 12 Passos:

“Conceda-me a serenidade
Para aceitar aquilo que não posso mudar,
A coragem para mudar o que me for possível
E a sabedoria para saber discernir entre as duas coisas.”

AA

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Epílogo: Conselhos finais

Mantenha a mente aberta. Compartilhe problemas e soluções com colegas de diferentes instituições no Brasil e no exterior. Exercite a empatia e coloque-se na pele dos seus alunos.

E lembre-se:

“Não é a mudança, mas a resistência à mudança, que causa sofrimento”

Shakyamuni Buddha

(Fonte da imagem destacada)

2 respostas para “Sobrevivendo ao ensino superior no coronamundo”

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