Sete passos para você não cair no vórtice do postdoc eterno

Já falamos sobre esse vórtice antes e chegou a hora de o encararmos de frente novamente. O ponto é que o postdoc pode ser uma fase maravilhosa ou desastrosa da sua carreira, dependendo dos conselhos que você receber e das decisões que tomar. O maior risco, na verdade, é você não conseguir passar de fase.

Aviso: se você estiver frustrado com a sua carreira acadêmica, arrastando-se de postdoc em postdoc, que tal pular este texto? Talvez ele não te faça bem, pois foi escrito para aconselhar gente que acabou de sair do doutorado e ainda está com a motivação em alta e tem um futuro promissor pela frente. Só avisando…

“Perdido não escolhe caminho”

Sabedoria popular carioca

Quem nunca conheceu uma figura triste, reclamona e que revira os olhos o tempo todo, enquanto se arrasta pelo laboratório?

Sabe aquela pessoa que já terminou o doutorado há muitos e muitos anos, mas nunca conseguiu bater asas e voar para longe do ninho? Geralmente é uma pessoa que um dia até foi considerada promissora, mas que por algum motivo não desabrochou. Uma pessoa que nunca investiu de verdade no próprio desenvolvimento, fazendo sempre mais do mesmo, com medo de sair da zona de conforto. Uma pessoa que vive prestando concursos, mas sem nunca ficar entre os três primeiros colocados em nenhum deles. Uma pessoa que às vezes sobrevive de verba cinza ou trabalha de graça “para não perder o vínculo”.

Imagino que, a esta altura, você já se recordou de uma ou mais figuras assim. Elas estão por toda parte, até mesmo no primeiro mundo. O pior é que, na maioria dos casos, elas acabam azedando depois de ficarem tempo demais esquecidas no moedor de carne acadêmico. Tornam-se amarguradas e ressentidas, ou até mesmo sarcásticas e agressivas. Colocam a culpa pelo seu fracasso nos colegas, no orientador, na academia, no sistema ou no universo, sem nunca assumirem o BO.

Esses são os postdocs eternos.

Acredite, você não quer se tornar um deles, independentemente de como alguém cai nessa roubada ou de quem é a culpa. Tome cuidado, pois ninguém está livre desse risco, já que a academia pode ser um lugar bem cruel. Um lugar onde, se você bobear, te mastigam e depois cospem o caroço fora. O que não falta por aí é supervisor inescrupuloso e folgado querendo explorar postdoc ingênuo e empolgado.

Para piorar, nosso sistema de incentivos e punições favorece gente que não hesita em pisar nos outros. Sim, existem problemas sistêmicos na academia, mas ao invés de brigar com a realidade você precisa aprender a lidar com ela desde cedo, se quiser conseguir emprego e manter a sua saúde física e mental.

“Mas, Marco, como eu evito cair nessa roubada?!”

Boa pergunta, meu caro novato! Sugiro aqui alguns passos que podem te ajudar a seguir uma trajetória saudável e produtiva, saindo do mundo dos alunos rumo ao mundo dos profissionais. Assim, você poderá curtir de verdade a fase de postdoc, uma das melhores da carreira, e depois passar dela naturalmente.

1. Saiba o que quer da vida

Este talvez seja o conselho mais importante de todos, então preste muita atenção. Você não pode reclamar de não ter alcançado os seus objetivos na carreira, se esses objetivos nunca tiverem ficado claros nem para você mesmo. Sem esse tipo de clareza não dá para diferenciar oportunidade de roubada, o que torna impossível tomar decisões maduras, orientadas por metas de curto, médio e longo prazos. Aonde afinal de contas você quer chegar?

Tendo as suas metas em mente, cuidado com as roubadas. Pode crer que, se você for realmente um jovem promissor, não vai faltar gente querendo te cooptar para as mais diversas gangues acadêmicas. Esses convites, quando somos novatos, massageiam os nossos egos e nos fazem sentir importantes.

Só que os líderes dessas gangues vão montar em cima de você. Ficam esperando o próximo jovem postdoc aparecer para transformá-lo no mais novo capataz do lab, que vai desengavetar os papers abandonados, assumir as aulas da graduação e “salvar” as teses dos piores alunos. Contudo, depois que você virar um postdoc eterno e azedar, será cuspido fora e substituído pelo próximo talento fresquinho, recém-saído do doutorado. O que não falta em um mercado acadêmico inflado são novas pecinhas para manter o “moinho da dor” girando.

Você só vai evitar azedar, se durante o seu tempo como aluno desenvolver a capacidade de parar, respirar e pensar a cada encruzilhada. Eu sei que isso não é mole e que essa questão é sempre repetida aqui no blog. Por isso é importante refletir se a ciência é mesmo o seu ikigai ou se não seria melhor ser cientista fora da academia. Muita gente que azeda no vórtice do postdoc eterno está na carreira errada, tem problemas de autoestima ou uma combinação das duas coisas, tornando-se presas fáceis em um ecossistema toxicamente competitivo.

2. Nunca pare de aprender

Em carreiras menos competitivas e mais simples, primeiro as pessoas focam em estudar as habilidades e conhecimentos exigidos, para depois colocá-los em prática e nunca mais terem que ficar no papel de alunos. Parece que a escola traumatiza muita gente… Só que isso não funciona na academia, onde a nossa principal ocupação é estudar.

Na boa véi, já parou para pensar sobre qual, no fundo, é o trabalho de um cientista? Passamos o tempo todo aprendendo coisas velhas, que os outros descobriram antes da gente, ou aprendendo coisas novas, que descobrimos e depois tratamos de contar para os outros. Só floresce nesse life-long learning quem mantém a mente de principiante. Faça um exercício mental e pergunte-se: quanto prazer você sente ao aprender uma coisa nova?

Se você realmente sente prazer aprendendo, invista nisso. De tempos em tempos, saia da sua zona de conforto e arrisque fazer coisas novas. Coisas que muita gente julga serem impossíveis, sem nem ao menos as terem tentado. Sabe aquela abordagem inovadora mas complexíssima da qual muitos fogem na sua área? Ou aquela revista top em que quase ninguém consegue emplacar seus trabalhos? Ou aquele fellowship generoso para fazer intercâmbio no exterior que pouquíssimos abocanham? Propondo-se a fazer o que ninguém faz, você vai renovar a sua motivação regularmente. São os desafios que dão sabor à vida, porque nos mantém em movimento e nos permitem alcançar o maravilhoso estado de não-mente (無心, também conhecido como flow).

Essa recompensa dada pelos desafios te permite continuar adquirindo novas habilidades e conhecimentos, expandindo constantemente os seus limites. A ousadia, temperada pela humildade, vai te abrir portas improváveis, que os seus colegas sequer sabiam existirem.

3. Seja o primeiro a se valorizar

A ousadia é vital em uma carreira de alta performance e ela nasce de uma boa autoestima. Sabe porque você precisa da autoestima para sobreviver na ciência? Porque pessoas, assim como primatas em geral, são animais sociais, mas cruéis, que agem principalmente por imitação. Isso faz com que os outros te tratem da mesma forma como você trata a si mesmo. Se você for do tipo que anda de cabeça baixa, além de enxergar apenas os seus próprios pés, ainda vai levar uns tapas na nuca e umas rasteiras de vez em quando.

Levante a cabeça e descubra a medida de si mesmo. Não seja arrogante, comendo sardinha e arrotando caviar. Mas tampouco sirva de capacho para os outros, diminuindo-se em conversas de corredor. Mesmo que seja necessário tomar cuidado para não pisar nos calos dos silverbacks, jamais aceite passivamente humilhação, assédio ou sabotagem.

Quando rosnarem para você, rosne de volta. Respeite o espaço alheio, mas marque o seu território. Tampouco seja vítima da falsa compaixão, que se traduz em ciladas como a “síndrome do enfermeiro” ou a “síndrome do deixa que eu analiso seus dados para você”.

Nunca, em hipótese alguma, se coloque no papel de vítima, pois acabará se tornando uma. Ecossistemas competitivos, como as universidades e as corporações, em geral têm uma proporção de psicopatas maior do que a média da sociedade. Psicopatas adoram usar e abusar de pessoas com baixa autoestima, então fique esperto.

4. Planeje os seus movimentos

Se você souber mesmo aonde quer chegar, mantiver-se aberto ao aprendizado e nunca baixar a cabeça, a próxima coisa a fazer é planejar.

Seguindo o conselho do Bertrand Russell, primeiro, você precisa se deixar inspirar pela emoção, a fim de sonhar alto, além das fronteiras do seu círculo social imediato. Onde você quer estar daqui a dez anos? Depois, você tem que deixar a razão dominar, a fim de enxergar qual é o caminho que te levará ao seu sonho. Não adianta ter sonhos, se você não os operacionalizar direito. Sim, uma boa operacionalização é crucial não apenas em projetos de pesquisa, mas também na construção da sua carreira.

Depois que você operacionalizar o seu sonho e transformá-lo em um plano concreto, tenha disciplina para segui-lo. Por exemplo, se para você é muito importante continuar fazendo ciência dentro da academia, não aceite empregos ou bolsas fora dela só para garantir uns trocados por um tempo. Essa é uma armadilha clássica, que tira um monte de gente do caminho. Mantenha o foco. Se você quiser muito ser um cientista trabalhando em um determinado país, não atire para todo lado, prestando concurso em qualquer canto. Mantenha o foco. Eu sei que a vida é dura e todos temos boletos a pagar. O problema é que cada desvio do foco te coloca um pouco mais longe das suas metas. Depois que essa distância vai aumentando, nem sempre dá para corrigir o rumo.

5. Seja água

Pois é, mudanças de rumo fazem parte da realidade de qualquer profissional, pois, no mundo líquido de hoje, nenhuma carreira é realmente linear. Assim, mantenha os olhos abertos para oportunidades, mesmo que elas sejam ligeiramente diferentes do seu plano original. Quanto mais caminhos você desbrava, mais caminhos descobre. Grandes sonhos precisam ser atualizados de vez em quando.

Digamos que você sonhe ser um cientista profissional, empregado no campus principal da UFRJ, na cidade do Rio de Janeiro, capital. Tente enxergar as camadas do seu sonho e ranqueá-las por prioridade. Pode ser que a camada principal, no fundo, seja se tornar um cientista profissional. Disso você não abre mão, mas e do resto?

De repente você acabará se estabelecendo na UERJ, uma outra universidade excelente, ainda na cidade maravilhosa. Ou pode ser que o emprego ideal para você surja mesmo na UFRJ, mas no campus de Macaé, uma cidade na qual você nunca tinha imaginado morar, mas onde também poderia construir uma vida plena. Não é uma questão de melhor ou pior, mas de adequação e flexibilidade.

Siga os conselhos do Prof. Lee e seja água.

6. Não seja água morna

Como já dizia a sabedoria antiga:

“Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca”

Apocalipse 3:16

Não seja aquela pessoa que, quando perguntada sobre o que prefere, diz “tanto faz”. Ou aquela pessoa que, ao explicar o próprio projeto de pesquisa para uma banca ou comitê, transmite uma empolgação sonífera. Ou aquela pessoa que nunca chega para os colegas de laboratório dizendo “caraca, olha só o resultado dessa análise!”. Cientista tem que ter apetite! Um cientista sem apetite, que por sorte, paternalismo ou apadrinhamento chega à fase de postdoc, vê-se diante da maravilhosa perspectiva de virar capataz de algum professor.

7. Não se desespere cedo demais

Entre em desespero apenas na hora certa.

Ouça os seus colegas mais experientes, além dos mentores de plantão, para sintonizar expectativa e realidade. Fique atento especialmente ao tempo que é considerado normal passar como postdoc, pois ele muda entre gerações e países. Duas ou três gerações acadêmicas atrás, essa história de postdoc mal existia. Hoje, como já dito, é perfeitamente normal investir uns 10 anos nessa fase, especialmente em países centrais como a Alemanha, e pelo menos uns 5 anos, em países periféricos como o Brasil. Fique ligado, pois esse tempo, na verdade, está aumentando no Brasil por causa da infinita crise começada em 2013, na qual nos afundamos cada vez mais e que fez sumirem as oportunidades.

Tenha paciência e tome consciência de que é perfeitamente normal conseguir o primeiro emprego acadêmico estável ou vitalício só depois dos 30 anos de idade ou até perto dos 40, por mais duro que isso seja para alguém que já constituiu família. Aposentadoria à moda antiga? Esqueça!

De qualquer forma, fique atento para não perder a sua janela de oportunidade. Se você demorar demais para passar de fase, pode acabar sendo atropelado pelos colegas da próxima geração. Via de regra, os “novos novatos” sempre chegam ao mercado acadêmico mais competitivos do que os “velhos novatos”. Podem até não ter o mesmo volume no currículo, mas têm muito mais brilho. Geralmente, chegam no páreo com publicações em revistas mais prestigiosas, além de abordagens mais inovadoras e colaborações mais promissoras.

Em países como o Brasil, onde ainda estamos aprendendo a fazer ciência de alto nível, o atropelo de gerações é colossal e joga muita gente boa, mas vagarosa, dentro do vórtice do postdoc eterno. Lembre-se daquela máxima do formidável livro Through the Looking-Glass:

“It takes all the running you can do, to keep in the same place”

Red Queen
Traduzindo, “Camarão que dorme a onda leva!” (Fonte da imagem).

Conselho final

Aprenda as regras do jogo e não caia em tentações acadêmicas. Quem busca atalhos acaba encontrando caminhos duvidosos e se colocando em posições frágeis.

(Fonte da imagem destacada)

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13 respostas para “Sete passos para você não cair no vórtice do postdoc eterno”

    1. Outro detalhe superlegal do texto foi a 1a figura. Li muito Conan, o bárbaro. Obviamente vi os filmes relacionados. Curti as trilhas sonoras. E essa cena da 1a figura é inesquecível… foi uma transição de criança para adulto com muita dureza que forjou o guerreiro mítico!

      Curtido por 1 pessoa

  1. Ei Marco, fazia um tempo que não lia algo novo =]

    Tema complexo, ainda mais depois de mais de 10 anos de cortes e escassez de oportunidades acadêmicas. Estou notando diversos colegas mais velhos no pós-doc mudando de carreira.

    Algumas questões para expandir e pensar. Seria massa ler de outros pesquisadores tb =]

    recomendaria seguir no pós-doc apenas pessoas interessadas na carreira acadêmica como professor?
    acha que é uma tendência os doutores da área ambiental seguirem para a carreira de análise de dados em empresas, levada principalmente pela ascensão da “Ciência de Dados” (cada dia mais acreditando que é um nome bonito para estatística – recomendo assistir – https://youtu.be/_nMRFhPjvR0)
    acredita numa perspectiva de melhoras nos próximos 5 a 10 anos em relação ao cenário brasileiro?
    tem notícias se a resseção mundial da economia tem impactado a oferta de posições como professores no mundo e se isso pode atrapalhar uma possível retomada da economia brasileira?

    Novamente sempre bom ler esses assuntos por aqui. Abração!

    P.S. Encontrei com a Renata há algumas semanas, bom demais rever os antigos companheiros(as) de Lab =]

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Maurício!

      Pois é, o negócio aqui é slow blogging. A gente posta quando rola uma inspiração, rs. 😉

      O tema é de fato complexo e espinhoso. Mas grande parte da nossa missão aqui no blog sempre foi justamente discutir esses problemas sobre os quais ninguém se propõe a falar abertamente. Fazemos isso de forma franca, sem concessões às modinhas politicamente corretas das redes sociais, que mudam toda semana.

      Quanto às mudanças de carreira, elas sempre rolaram. A carreira acadêmica é feita de uma sucessão de filtros, então um monte de gente sai dela ainda na graduação, ou no mestrado, ou no doutorado, e assim por diante. No postdoc também sempre teve um monte de gente pulando fora, mesmo depois de muitos anos de investimento. Nunca é tarde para a pessoa acordar e perceber que aquele caminho não é para ela. Daqui a pouco faço 30 anos de carreira e já vi um monte de gente seguir um monte de trajetórias diferentes. Já vi inclusive muita gente com bom potencial acadêmico sair da carreira apenas por tomar sucessivas decisões erradas.

      Decisões são um negócio complicado e recomendação é um negócio mais complicado ainda. Isso porque depende das metas de cada pessoa e do potencial que ela tem. Por isso, só faço recomendações mais específicas em conversas cara a cara e apenas para pessoas que conheço relativamente bem. De qualquer forma, minha recomendação geral quanto ao postdoc ou qualquer outra etapa da Jornada do Cientista é a pessoa parar, respirar e pensar regularmente. Seguir a manada em uma carreira de alta performance é pedir para ser atropelado pelo estouro da boiada.

      Mas dá para não ser atropelado, dando um passo para o lado. Realmente o crescimento exponencial da ciência de dados nos últimos dez anos abriu um novo mundo de possibilidades para quem tem treinamento científico. A chave é investir conscientemente nas famosas habilidades transferíveis, sobre as quais falei em outro post: https://marcoarmello.wordpress.com/2021/05/03/habilidades/. Por isso, neste post de agora, um dos passos é justamente “ser água”. Ou seja, manter-se flexível para aproveitar alternativas.

      Enxergar alternativas é ainda mais importante quando as vacas emagrecem. O cenário brasileiro não está nada promissor, como você comentou. Pior que é muito difícil, senão impossível, prever quando acabará uma crise. A crise atual daqui a pouco vai completar 10 anos e nem sinal de uma luz no fim do túnel. Independente disso, a carreira acadêmica sempre foi e sempre será dura, porque exige um perfil muito específico e envolve uma competição brutal. A diferença entre tempos de bonança e tempos de crise é apenas o nível de dificuldade. Mas fácil ela nunca é.

      Ela tampouco está fácil em outros países. Essa mistura de extremismo político, pandemias e guerras demonstra que estamos passando por uma daquelas épocas sombrias que sempre rolam ciclicamente na humanidade. Aos poucos nos enfiamos num buraco, fazemos alguma besteira colossal, nos arrependemos e, por fim, reconstruímos a sociedade a partir dos escombros. Depois fazemos tudo de novo. A diferença é que, nos países geopoliticamente centrais, líderes da ciência, a competição sempre foi mais brutal ainda do que no Brasil. Contudo, nesses países, oportunidades fora da academia sempre foram consideradas por quem passa pela jornada. Faz parte do treinamento dos aspiras ensiná-los que a academia não é o único nicho possível para quem aprendeu a fazer ciência profissionalmente.

      Descobrir nichos alternativos, portanto, é fundamental. O ponto, como a sabedoria antiga nos diz, é que crises são também oportunidades. Crises são momentos em que a mesa é derrubada e todas as cartas são reembaralhadas e distribuídas novamente. Pode ser que uma pessoa não estivesse com um jogo tão bom antes, mas de repente sai por cima na crise. Em uma época em que o mundo está tão zoado, quem sabe parar, respirar e pensar consegue enxergar oportunidades que os outros sequer sonham existirem.

      Acredite, essas oportunidades estão por aí.

      Curtido por 2 pessoas

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