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“Sem obstáculos em sua mente. Sem obstáculos e, portanto, sem medo” – Tathāgata

Origem: este blog foi criado em janeiro de 2012. Nele tenho publicado textos escritos por mim, Prof. Marco Mello, e colaboradores eventuais. A origem do blog está em pequenos manuais que eu escrevi para os meus alunos em 2007 e que, em um primeiro momento, circularam apenas internamente no meu laboratório.

Tipos de texto: este blog contém, além de anúncios de eventos e publicações, três tipos principais de textos: (i) tutoriais para diversas atividades acadêmicas, (ii) ensaios sobre temas mais complexos e (iii) desabafos sobre problemas da academia no Brasil. Você, obviamente, não precisa concordar com as minhas opiniões. O que escrevo aqui são textos baseados na minha experiência pessoal. Primeiro conheça o meu ponto de vista, assim como o de outros faixas pretas. Depois, com calma, quando tiver adquirido mais experiência, forme o seu próprio.

Visão: cinco culturas humanas formam o principal legado da nossa espécie, pois transcendem fronteiras de épocas e países: ciência, filosofia, religião, arte e esporte. Nesse contexto, a ciência é uma cultura humana focada em contrastar racionalidade contra realidade. A ciência é bela e poderosa, devendo ser aprendida através de um treinamento sólido e não por osmose.

Missão: ajudar aspiras e novatos a trilharem a Jornada do Cientista.

Valores: (i) curiosidade, (ii) perseverança e (iii) autonomia.

Lema: decida qual é o seu sonho, verifique o preço dele e pague-o sem reclamar.

Agradecimentos: neste blog, tento repassar aos colegas mais novos os ensinamentos que recebi de grandes mestres da ciência. Alguns me orientaram formalmente, outros fizeram o papel de mentores informais durante a minha jornada. Sou especialmente grato à minha saudosa mentora, Profa. Elisabeth Kalko, da Universität Ulm (Alemanha), que me coorientou no doutorado, supervisionou no postdoc e, por fim, foi minha chefe no meu primeiro emprego acadêmico. Ela foi a responsável por me educar como cientista. Sou grato também ao Prof. Gilson Volpato, da Unesp de Botucatu, que escreveu os primeiros livros brasileiros com conselhos sobre a ciência e a carreira acadêmica. Os livros dele me ajudaram muito a praticar e ensinar a nobre arte da pesquisa.

Gratidão: se os tutoriais, conselhos e dicas dados neste blog te ajudarem na tua carreira ou em algum trabalho acadêmico (TCC, monografia, dissertação, tese, artigo, livro, apostila, resumo, pôster, palestra, patente etc.), fique à vontade para mencionar isso nos agradecimentos.

Público-alvo: aqui escrevo focado em estudantes de graduação e pós-graduação que pretendem seguir carreira na ciência, os quais eu carinhosamente chamo de aspiras (aspirantes a cientista). Este blog não visa formar cientistas ferais, mas sim servir como uma fonte de conselhos práticos. Quero compartilhar a minha bagagem como cientista, orientador e professor. Também dou conselhos para novatos que acabaram de conseguir a faixa preta (i.e., título de doutor) e estão na etapa final da Jornada do Cientista.

Comentários: reservo-me o direito de moderar os comentários. Críticas, elogios e sugestões são igualmente bem-vindos aqui, mas desde que feitos com educação e de forma inteligível, sem ironia, sarcasmo ou outro tipo de grosseria. Anônimos e fakes são sumariamente deletados e bloqueados. Leia cada texto deste blog até o final, com atenção, antes de decidir se concorda ou discorda de alguma coisa. Se algo escrito aqui te incomodar demais, pense se a ciência é mesmo o seu ikigai.

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Glossário, incluindo neologismos e palavras usadas de forma não convencional neste blog:

  • Aspira: aspirante a cientista, ou seja, estudante de iniciação científica, mestrado ou doutorado. Emprestei essa piada do filme Tropa de Elite (Padilha 2007).
  • Cientista: profissional especializado em produzir conhecimento usando o método científico.
  • Doutor: veja faixa preta.
  • Faixa preta: i.e., doutor; cientista que já defendeu o doutorado e pode fazer pesquisa de maneira independente.
  • Faixa vermelha-e-branca: mestre que transcendeu a maturidade profissional e se tornou um grão-mestre da Academia.
  • Feral: aspira que não conta formalmente com um orientador ou conta com um orientador omisso e, por isso, acaba crescendo sozinho no mato e voltando a um estado semi-selvagem, em que morde quem lhe estende a mão para dar conselhos ou broncas.
  • Mentor: orientador que acaba adotando academicamente um aspira por ter alta sintonia pessoal e profissional com ele, criando uma verdadeira relação mestre-aprendiz.
  • Mestre: cientista que concluiu um mestrado acadêmico (stricto sensu). Aqui no blog, muitas vezes uso o termo mestre no sentido de um faixa preta senior, já na fase madura da carreira acadêmica.
  • Novato: faixa preta que acaba de conseguir um emprego permanente ou estável como professor universitário ou pesquisador.
  • Orientador: faixa preta encarregado de cuidar da formação de aspiras de iniciação científica, mestrado ou doutorado.
  • Postdoc: i.e., pós-doutor. Faixa preta que trabalha como pesquisador sem ainda ter um emprego estável, sob a supervisão de outro faixa preta mais senior.
  • Silverback: mestre dominante, com comportamento de líder ou ditador, que muitas vezes se torna uma espécie de coronel da área de especialidade.
  • Supervisor: faixa preta encarregado de supervisionar o trabalho de um postdoc.

Acrônimos e siglas acadêmicas que você verá aqui, ali e acolá:

  • B.Sc.: Baccalaureus Scientia; em latim, bacharel em ciências. Título conquistado por aspiras que concluem a graduação na área de ciências no modo bacharelado.
  • Capes: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Principal agência governamental que financia a pós-graduação pública no Brasil.
  • CNPq: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Principal agência de fomento à ciência do Brasil, que financia bolsas e grants de vários tipos e em várias escalas.
  • D.Sc.: Doctor Scientiae; em latim, doutor em ciências. Ver Ph.D.
  • FAP: fundação de amparo à pesquisa. Fundações estaduais, alimentadas com porcentagens do PIB de cada estado, que pagam bolsas e auxílios a pesquisa e extensão. Por exemplo, FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais).
  • IC: iniciação científica. Termo usado no Brasil para designar os estudantes de graduação que se vinculam formalmente a um laboratório para aprenderem os primeiros passos na ciência.
  • JP: Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes. Programa similar a um pós-doutorado mantido pela FAPESP. Sem dúvida o melhor programa para recém-doutores mantido no Brasil. Ser um postdoc “JP” é uma grande honra, pois o doutor contemplado ganha uma bolsa bem gorda e um auxilio à [esquisa que pode ser 10x maior do que um Edital Universal do CNPq, por exemplo.
  • M.Sc.: Magister Scientiae; em latim, mestre em ciências. Título conquistado por aspiras que concluem um mestrado stricto sensu (acadêmico) na área de ciências. O título tem muitas variações, dependendo da área. Por exemplo, MBA (master of business administrationem inglês), título conquistado por quem faz mestrado lato sensu (especialização) em administração.
  • PDJ: Pós-Doutorado Junior do CNPq. Um dos muitos programas de postdoc existentes no Brasil, focado em candidatos que são doutores há menos de 7 anos. A bolsa é atribuída diretamente ao candidato ou a um supervisor, no caso de bolsa concedida via projeto.
  • PDS:  Pós-Doutorado Sênior do CNPq. Um dos muitos programas de postdoc existentes no Brasil, focado em candidatos que são doutores há mais de 7 anos. A bolsa é atribuída diretamente ao candidato ou a um supervisor, no caso de bolsa concedida via projeto.
  • Ph.D.: Philosophiae Doctor; em latim, doutor em filosofia, em um sentido amplo, englobando também a ciência. Título conquistado por aspiras que se tornam faixas pretas ao defenderem uma tese de doutorado em ciências, tornando-se cientistas independentes na Academia. Este título também tem muitas variações. Por exemplo, doutores no Brasil costumam ser tratados por D.Sc. (Doctor Scientiae, em latim), enquanto na Alemanha são tratados por D.Rer.Nat. (Doctor Rerum Naturalium; em latim, doutor em coisas da natureza), sendo que a sigla Ph.D. é usada principalmente em países de língua inglesa. Todos são títulos de doutorado equivalentes entre si, ao contrário do que algumas pessoas erroneamente apregoam. Doutores em medicina costumam ser tratados em países de língua inglesa por M.D. (medical doctor, em inglês).
  • PIBIC: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica. Programa mantido pelo CNPq e apoiado por algumas FAPs, que visa prover cotas de bolsas IC para diversas universidades, principalmente as federais.
  • PPG: programa de pós-graduação. Geralmente, os cursos de mestrado e doutorado no Brasil são conhecidos por siglas que começam com PPG, como por exemplo PPGE-UFRJ (Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
  • PNPD: Programa Nacional de Pós-Doutorado da CAPES. Um dos muitos programas de postdoc existentes no Brasil, diferenciado por conceder bolsas por até 5 anos para a mesma pessoa e dar total liberdade a cada PPG na concessão e gerenciamento dessas bolsas. A bolsa é atribuída a um PPG, não a um candidato ou supervisor.
  • TCC: trabalho de conclusão de curso. Termo usado no Brasil, designa principalmente trabalhos de conclusão de graduação, mas pode ser usado também para se referir a trabalhos de conclusão de mestrado (dissertação) e doutorado (tese). Muitas vezes usado como sinônimo de monografia.

Temperança: assista os vídeos abaixo para fazer um melhor proveito da internet e da vida.

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