A perseverança na prática

Aqui neste blog falamos muito sobre a importância de não desanimar frente a adversidades e trabalhar duro pelos seus sonhos. Mas como será que isso funciona na prática?

É muito comum as pessoas pensarem que o sucesso vem do nada, num passe de mágica. Quando alguém vê uma notícia sobre uma pessoa bem-sucedida, geralmente tem a impressão de que ela já nasceu com os louros da vitória na cabeça.

Só que a realidade é muito diferente disso.

Ok, por um lado, algumas pessoas dão mais sorte do que outras e começam a correr atrás dos sonhos delas com um belo head start. Por outro lado, independente das condições de partida serem melhores ou piores, todos que trabalham por um sonho têm que passar por uma jornada. O sucesso vem em seu próprio tempo para quem sabe pensar, ralar e esperar (parafraseando o Hermann Hesse).

Ao longo de qualquer jornada a perseverança faz toda diferença do mundo. Isso porque, no final das contas, só quem consegue apanhar, levantar e continuar caminhando é que chega ao destino.

“Ok, Marco, mas e na vida real?”

A melhor forma de entender o significado da perseverança é através de casos concretos. Assim, não vou continuar divagando sobre o tema. Leia as histórias a seguir, que falam por si mesmas:

1. Uma matéria sobre como Martin Wikelski, professor do Max-Planck-Institut für Ornithologie, Alemanha, inventou um sistema revolucionário de telemetria animal via satélite. Ele teve que superar uma série de desafios até dar asas ao ICARUS, que pode mudar completamente a nossa compreensão sobre ecologia do movimento. Das negativas de agências governamentais à pressão por produtividade pelos superiores, passando por uma quase demissão, na jornada dele não faltaram obstáculos.

2. Um relato autobiográfico escrito por Albert-Lázló Barabási, professor da Northeastern University, EUA, em que ele narra como revolucionou a teoria de redes propondo uma nova abordagem para uma área bem consolidada, com quase 300 anos de história. Ele, sua pupila Réka Albert e os demais colaboradores tiveram seus primeiros papers rejeitados e sofreram com o escárnio dos colegas. Hoje a visão deles se tornou main stream e ajuda a integrar várias áreas da ciência.

3. Uma biografia curta de J. K. Rowling, escritora inglesa de renome mundial, que conta os percalços pelos quais ela passou ao mudar de carreira e investir em seu sonho. Hoje, todos conhecemos o sucesso estrondoso da série Harry Potter. Ela encarou as durezas da vida de mãe solteira, o desemprego e o preconceito contra mulheres no mundo das letras, sofrendo rejeição de várias editoras e escondendo o primeiro nome. Até que convenceu uma delas a apostar na “Pedra Filosofal”.

Você conhece outras histórias de perseverança e superação, especialmente no mundo acadêmico, que te inspiram na sua jornada? Conte-nos aqui nos comentários!

Mensagem final

road to success no shortcuts
“No caminho para o sucesso não há atalhos” (Fonte desconhecida)

 

(Fonte da imagem destacada)

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8 respostas para “A perseverança na prática”

  1. Obrigado mais uma vez Marco, sinto que ainda preciso me libertar de muito sofrimento e aderir a muitos hábitos mentais, mas seus textos com certeza estão me ajudado a dar uma guinada na forma como eu penso minha carreira na Ciência. Tenho lido seu blog desde sua palestra no Simpósio da Pós de Ecologia na UFPR. Me tornei um missionário, recomendando a leitura para todos quando tocamos no assunto da carreira acadêmica. Um grande abraço!

    1. De nada, Fernando! Fico muito feliz em saber que o blog está te ajudando. E obrigado pela divulgação! Realmente, mudar o mindset é o primeiro passo para ter uma vida mais equilibrada e produtiva. Não é fácil, mas é possível.

  2. Do lado de cá, muita perseverança! São tempos sombrios que as agências de fomento tem atravessado… Mas, seguimos em frente!

  3. Ótimo post, Marco! De acordo com pesquisas, perseverança (ou “grit” em inglês), é um melhor preditor de sucesso acadêmico do que algumas métricas retiradas de testes padronizados, como o GRE americano.

    Abaixo estou mandando um link para uma mini revisão sobre o assunto. Para quem quiser saber mais, é só usar “grit” no Google scholar que acha muita coisa.

    Abraço,
    Alê

    https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://journals.tdl.org/absel/index.php/absel/article/viewFile/3099/3047&ved=2ahUKEwjJzvLJisbgAhU1GLkGHa0ODLAQFjAEegQIBRAB&usg=AOvVaw2SIbK1tKfHdHE4GiuSskDm

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